Autor: p.ametlla@gmail.com

  • Quando a mente não desliga: sobrecarga, excesso de pensamentos e vida acelerada

    Quando a mente não desliga: sobrecarga, excesso de pensamentos e vida acelerada

    Quando a mente não desliga: sobrecarga, excesso de pensamentos e vida acelerada

    Você termina uma tarefa pensando na próxima.

    Enquanto trabalha, lembra de algo que precisa resolver em casa. Quando finalmente consegue parar, pega o celular. Quando larga o celular, começa a pensar no dia seguinte.

    O corpo pode até estar parado, mas a cabeça continua funcionando.

    Para muitas pessoas, viver assim se tornou tão habitual que o cansaço só é percebido quando já ocupa praticamente todos os espaços da rotina.

    Estar sempre ocupado pode se tornar um modo de viver

    Trabalho, mensagens, redes sociais, compromissos, notícias, cobranças e responsabilidades chegam de diferentes lugares ao longo do dia.

    Existe sempre alguma coisa que poderia estar sendo resolvida.

    Nesse contexto, parar pode provocar uma sensação estranha.

    Algumas pessoas percebem que, mesmo quando têm tempo livre, encontram dificuldade para realmente descansar.

    O silêncio pode rapidamente ser preenchido por uma tela, uma tarefa ou um novo pensamento.

    O excesso de pensamentos nem sempre tem uma causa evidente

    Às vezes, existe uma preocupação específica.

    Em outros momentos, parece haver apenas uma sucessão de pensamentos:

    “O que preciso fazer amanhã?”

    “Será que tomei a decisão certa?”

    “Por que respondi daquela maneira?”

    “E se algo der errado?”

    Uma questão leva à outra.

    A tentativa de encontrar uma resposta definitiva pode acabar produzindo ainda mais pensamentos.

    A hiperconectividade também atravessa nossa maneira de viver

    Nunca tivemos tanto acesso às vidas, opiniões e escolhas de outras pessoas.

    Em poucos minutos, é possível acompanhar mudanças profissionais, relacionamentos, viagens, conquistas e transformações de dezenas de pessoas.

    Essa exposição constante pode interferir na maneira como avaliamos nossa própria vida.

    Comparações aparecem.

    Sensações de atraso podem surgir.

    Decisões que antes pertenciam a uma experiência mais particular passam a ser comparadas com inúmeras possibilidades disponíveis na tela.

    Não se trata apenas de usar mais ou menos o celular.

    Também importa compreender o lugar que essa conexão constante ocupa para cada pessoa.

    Quando descansar também vira uma obrigação

    Existe ainda outra cobrança contemporânea: a necessidade de descansar “corretamente”.

    Dormir bem, se exercitar, organizar a rotina, manter relações, produzir, cuidar da alimentação e ainda encontrar tempo para atividades prazerosas.

    Até o cuidado consigo pode se transformar em mais uma lista de tarefas.

    Quando isso acontece, a pergunta deixa de ser apenas “como organizar melhor meu tempo?” e pode passar a ser:

    Por que preciso estar constantemente correspondendo a tantas expectativas?

    Sobrecarga não acontece da mesma maneira para todo mundo

    Duas pessoas podem ter rotinas igualmente intensas e estabelecer relações muito diferentes com elas.

    Para algumas, dizer “não” pode ser especialmente difícil.

    Para outras, o trabalho pode ocupar um lugar central na própria identidade.

    Há quem se cobre para corresponder às expectativas familiares e quem esteja constantemente tentando provar que é capaz.

    Por isso, compreender a sobrecarga envolve olhar também para a história de cada pessoa.

    O que a Psicanálise pode oferecer?

    A Psicanálise não parte de uma lista pronta de hábitos que você precisa mudar.

    O trabalho começa pela fala.

    Ao falar sobre as cobranças, relações, escolhas, conflitos e expectativas presentes na rotina, pode ser possível compreender melhor aquilo que sustenta determinados modos de viver.

    Por que é tão difícil parar?

    De onde vem determinada cobrança?

    O que parece estar sempre faltando?

    Por que certas expectativas possuem tanto peso?

    As respostas não são iguais para todas as pessoas.

    É justamente por isso que o processo é singular.

    Nem todo cansaço se resolve apenas com uma pausa

    Descansar é importante.

    Mas existem situações em que alguns dias de descanso não modificam a relação que a pessoa estabelece com suas cobranças.

    Ela retorna à rotina e rapidamente reencontra o mesmo funcionamento.

    Quando isso acontece, talvez seja importante não olhar apenas para a quantidade de tarefas, mas também para a maneira como você se posiciona diante delas.

    Criar espaço para escutar a própria experiência

    Em uma rotina constantemente preenchida por informações, tarefas e estímulos, encontrar espaço para falar pode produzir outra relação com aquilo que está acontecendo.

    A análise não exige que você chegue sabendo exatamente qual é o problema.

    É possível começar pelo cansaço, pelo excesso de pensamentos, pelas cobranças ou simplesmente pela sensação de que alguma coisa na maneira como você está vivendo precisa ser compreendida.

    Paloma Ametlla é psicóloga, atua há 15 anos no cuidado em saúde mental e orienta sua prática clínica pela Psicanálise Lacaniana. Os atendimentos podem acontecer on-line ou presencialmente em Copacabana, no Rio de Janeiro.

    Se você sente que sua rotina não deixa espaço para compreender o que está acontecendo, entre em contato para conhecer o processo de análise.

    PARA COMEÇAR

    Talvez seja possível começar pelo que hoje ainda não encontrou lugar.

    Se desejar iniciar um processo de análise, você pode entrar em contato para conversar sobre o atendimento.

  • Luto e perdas: nem toda despedida acontece com a morte

    Luto e perdas: nem toda despedida acontece com a morte

    Luto e perdas: nem toda despedida acontece com a morte

    Quando pensamos em luto, normalmente pensamos primeiro na morte de alguém importante.

    Mas as experiências de perda podem aparecer de muitas outras formas.

    O fim de um relacionamento, uma mudança profissional, a saída de uma cidade, uma transformação na própria identidade ou o encerramento de uma etapa importante também podem provocar sentimentos difíceis de compreender.

    Algo termina — e nem sempre conseguimos simplesmente seguir em frente.

    Existem perdas que não são imediatamente reconhecidas

    Algumas perdas recebem reconhecimento social.

    Outras acontecem de maneira muito mais silenciosa.

    Uma pessoa pode mudar de emprego por escolha própria e, ainda assim, sentir falta da rotina anterior.

    Pode encerrar um relacionamento que já não fazia sentido e continuar sofrendo pela vida que imaginava construir naquela relação.

    Pode alcançar uma mudança desejada e descobrir que também existe sofrimento em deixar uma versão anterior da própria vida para trás.

    Essas experiências não são contraditórias.

    Uma decisão pode ter sido necessária e, ao mesmo tempo, produzir uma perda.

    Continuar a rotina não significa que a perda foi elaborada

    Muitas vezes, a vida exige que continuemos funcionando.

    Existem compromissos, trabalho, família, mensagens para responder e decisões que precisam ser tomadas.

    Por fora, a rotina continua.

    Por dentro, porém, algo pode permanecer sem lugar.

    É possível seguir trabalhando, conversando e cumprindo responsabilidades enquanto sentimentos de tristeza, angústia, vazio ou desorientação continuam presentes.

    Nem sempre existe tempo ou espaço para elaborar aquilo que mudou.

    Cada pessoa vive uma perda de maneira diferente

    Não existe uma forma correta de atravessar um luto.

    Também não existe um prazo universal para que uma experiência deixe de produzir sofrimento.

    O significado de uma perda depende da relação que aquela pessoa tinha com aquilo que foi perdido.

    Por isso, comparar o próprio processo com o de outras pessoas pode aumentar ainda mais a cobrança.

    Frases como “eu já deveria ter superado” ou “não faz sentido ainda estar assim” podem aparecer justamente quando algo ainda precisa ser elaborado.

    O que significa elaborar uma perda?

    Elaborar não significa esquecer.

    Também não significa deixar de sentir.

    Na Psicanálise, falar sobre uma perda pode permitir que a pessoa se aproxime do lugar que aquela experiência ocupa em sua história.

    Isso pode envolver falar sobre lembranças, expectativas, sentimentos contraditórios, situações que ficaram sem resposta ou mudanças que aconteceram depois daquela experiência.

    Às vezes, o sofrimento não está apenas no que terminou, mas também naquilo que poderia ter acontecido e não acontecerá mais.

    Quando uma mudança também exige um processo de elaboração

    Nem toda perda acontece de maneira evidente.

    Mudanças importantes também podem exigir um trabalho de elaboração:

    • encerramento de um relacionamento;

    • mudança de carreira;

    • aposentadoria;

    • saída dos filhos de casa;

    • mudanças corporais;

    • afastamento de amizades;

    • mudanças de cidade ou país;

    • transformação de projetos pessoais.

    Em muitos desses momentos, a pessoa precisa construir uma nova maneira de se reconhecer diante da própria vida.

    Não é preciso organizar tudo antes de falar

    Algumas pessoas evitam iniciar uma análise porque acreditam que precisam saber explicar claramente o que estão sentindo.

    Não precisam.

    É possível chegar dizendo apenas que algo mudou e que ainda está difícil compreender o que aconteceu.

    Na Psicanálise, a fala não precisa começar organizada.

    O próprio processo pode ajudar a construir palavras para experiências que inicialmente parecem confusas.

    Dar lugar ao que aconteceu

    Vivemos em uma época em que existe uma forte expectativa de seguir rapidamente para a próxima etapa.

    Mas nem todas as experiências acompanham a velocidade da rotina.

    Algumas perdas precisam ser revisitadas, faladas e elaboradas para que possam ocupar outro lugar na história.

    O processo analítico pode oferecer um espaço para esse trabalho, sem exigir uma maneira específica de sentir ou um prazo para deixar de sofrer.

    Paloma Ametlla é psicóloga e atua com Psicanálise Lacaniana, acompanhando adultos em atendimentos on-line e presenciais em Copacabana, no Rio de Janeiro.

    Se você está atravessando uma perda ou uma mudança importante, a análise pode ser um espaço para começar a falar sobre essa experiência.

    PARA COMEÇAR

    Talvez seja possível começar pelo que hoje ainda não encontrou lugar.

    Se desejar iniciar um processo de análise, você pode entrar em contato para conversar sobre o atendimento.

  • Por que algumas situações parecem se repetir na nossa vida?

    Por que algumas situações parecem se repetir na nossa vida?

    Por que algumas situações parecem se repetir na nossa vida?

    Você já teve a sensação de estar vivendo novamente uma situação que jurou que não repetiria?

    Pode ser um relacionamento que termina de maneira parecida com o anterior, um conflito que aparece com frequência, uma escolha profissional que leva ao mesmo tipo de insatisfação ou até uma forma de reagir que parece surgir automaticamente.

    Muitas vezes, sabemos racionalmente que gostaríamos de fazer diferente. Ainda assim, algumas situações insistem.

    Nem toda repetição é consciente

    Quando percebemos um padrão, é comum pensar: “Por que continuo fazendo isso se sei que me faz mal?”

    Mas nem tudo aquilo que orienta nossas escolhas é completamente consciente.

    Nossa história, nossas relações e a maneira como fomos construindo respostas para determinadas experiências podem influenciar a forma como nos posicionamos diante de situações atuais.

    Por isso, reconhecer que algo se repete não significa necessariamente conseguir interromper essa repetição.

    O que a Psicanálise entende por repetição?

    Na Psicanálise, aquilo que retorna pode ser uma importante via para compreender o sofrimento.

    Uma repetição pode aparecer:

    • na maneira como nos relacionamos;

    • nos conflitos familiares;

    • nas escolhas amorosas;

    • na relação com o trabalho;

    • na forma como reagimos diante de perdas;

    • em comportamentos que parecem difíceis de modificar.

    O trabalho analítico não parte da ideia de simplesmente eliminar um comportamento considerado inadequado.

    A proposta é investigar o que aquela repetição representa para aquela pessoa e por que determinada situação continua encontrando espaço em sua vida.

    “Eu sei que faço isso, mas continuo fazendo”

    Perceber intelectualmente um padrão e compreender o que está envolvido nele são coisas diferentes.

    É possível reconhecer que uma relação está produzindo sofrimento e, ainda assim, ter dificuldade de se afastar.

    Também é possível identificar que determinadas cobranças são excessivas e continuar se exigindo da mesma maneira.

    Essas contradições fazem parte da experiência humana.

    A análise cria um espaço para que elas possam ser faladas, escutadas e elaboradas.

    Falar pode produzir outra leitura sobre aquilo que acontece

    Durante uma sessão de Psicanálise, não é necessário chegar com uma explicação pronta sobre o que está acontecendo.

    O trabalho começa justamente pela fala.

    Ao falar sobre acontecimentos aparentemente desconectados, lembranças, conflitos, escolhas e relações, podem surgir elementos que ajudam a compreender como determinados modos de agir foram sendo construídos.

    Aquilo que inicialmente parecia apenas “mais uma situação que deu errado” pode adquirir outro significado.

    Não existem respostas universais

    Uma das características do trabalho psicanalítico é não partir de soluções previamente estabelecidas.

    Duas pessoas podem viver situações muito parecidas e, ainda assim, estabelecer relações completamente diferentes com aquilo que aconteceu.

    Por isso, a direção do tratamento é singular.

    Em vez de procurar uma fórmula para não repetir determinados comportamentos, o trabalho busca compreender o lugar que aquela repetição ocupa na história de cada pessoa.

    Quando procurar uma análise?

    Não é necessário esperar que um problema se torne insustentável para iniciar um processo analítico.

    A análise pode ser procurada quando você percebe que:

    • determinadas situações continuam se repetindo;

    • alguns conflitos parecem nunca encontrar uma saída;

    • suas relações frequentemente produzem o mesmo tipo de sofrimento;

    • você sente que algo precisa mudar, mas não sabe exatamente o quê;

    • compreender racionalmente o problema não tem sido suficiente.

    O ponto de partida não precisa estar completamente claro.

    Às vezes, a própria pergunta “por que isso continua acontecendo comigo?” já pode abrir um caminho.

    Um espaço para escutar aquilo que insiste

    Nem sempre conseguimos enxergar sozinhos tudo aquilo que participa das nossas escolhas e relações.

    A Psicanálise oferece um espaço para falar sobre aquilo que se repete, sobre os conflitos que retornam e sobre as formas que cada pessoa encontrou para lidar com sua própria história.

    Com o tempo, esse trabalho pode possibilitar novas maneiras de compreender aquilo que parecia apenas se repetir.

    Paloma Ametlla é psicóloga e trabalha com Psicanálise Lacaniana, em atendimentos on-line e presenciais em Copacabana, no Rio de Janeiro.


    Quer conhecer melhor o processo de análise? Entre em contato para saber como funciona o atendimento.

    PARA COMEÇAR

    Talvez seja possível começar pelo que hoje ainda não encontrou lugar.

    Se desejar iniciar um processo de análise, você pode entrar em contato para conversar sobre o atendimento.